O concurso da Polícia Científica de São Paulo ganhou um novo capítulo e passou a somar 452 vagas autorizadas. O governo paulista concedeu um aval adicional para o provimento de 55 vagas de médico-legista, um reforço que amplia o quadro da Superintendência da Polícia Técnico-Científica e atende a uma demanda antiga das forças de segurança do estado.
Para quem estuda para carreiras periciais, a movimentação é um sinal claro de que a máquina administrativa está girando. A autorização para os cargos de nível médio já tinha sido publicada em maio, e a comissão organizadora segue nos preparativos até a escolha da banca. Ou seja: o edital ainda está no forno, mas o concurso avançou para uma fase em que cada etapa vencida o aproxima da publicação.
O que mudou com o novo aval
A medida que incluiu os médicos-legistas foi publicada no Diário Oficial do Estado de 1º de outubro e possibilita o preenchimento de cargos que hoje estão vagos na Superintendência da Polícia Técnico-Científica. A justificativa oficial é técnica: o trabalho do médico-legista sustenta a produção da prova técnica e o esclarecimento de crimes, dando suporte às investigações conduzidas pelas forças de segurança.
Entre as atribuições desses profissionais estão a realização de exames de corpo de delito e a avaliação de lesões corporais, além de perícias em casos de violência sexual e exames para constatação de embriaguez ou uso de substâncias. É uma rotina de alta responsabilidade, que exige preparo específico e sangue frio.
O que estudar para o concurso da Polícia Científica SP
Enquanto o edital não sai, o candidato que quer sair na frente pode adiantar a base comum às carreiras periciais. Para os cargos de nível médio, como atendente de necrotério policial, auxiliar de necropsia, desenhista técnico-pericial e fotógrafo técnico-pericial, a preparação costuma passar por Língua Portuguesa, Matemática e Raciocínio Lógico, Noções de Informática, Legislação e Conhecimentos Específicos da área técnica escolhida.
Para o cargo de médico-legista, a exigência é bem mais pesada e envolve Medicina Legal e áreas correlatas da formação médica, somadas às matérias básicas. Como a banca ainda não foi definida, a recomendação é estudar por conteúdo e não por estilo de prova: quem domina a matéria se adapta à banca, e não o contrário.
Dados do concurso
Os números autorizados hoje se distribuem da seguinte forma:
- Atendente de necrotério policial: 84 vagas
- Auxiliar de necropsia: 105 vagas
- Desenhista técnico-pericial: 51 vagas
- Fotógrafo técnico-pericial: 157 vagas
- Médico-legista: 55 vagas
Todos os cargos de nível médio exigem ensino médio completo e Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo, na categoria B. Os salários iniciais são de R$4.725,36 para atendente de necrotério e de R$5.803,06 para as demais funções, valores que já incluem o salário base mais a Gratificação pelo Regime Especial de Trabalho Policial (RETP).
Já o cargo de médico-legista pede nível superior em Medicina e registro no Conselho Regional de Medicina, além de CNH categoria B. O salário inicial é de R$14.962,34.
A situação do concurso é autorizado, com banca ainda a definir. Antes da publicação dos editais, a Polícia Técnico-Científica precisa cumprir etapas burocráticas, como a contratação da instituição organizadora. Levantamentos do setor apontam a Fundação Vunesp como a banca mais cotada, mas a definição oficial ainda não foi confirmada.
Por que este aval importa para quem estuda
Concursos de perícia costumam ter janelas de oportunidade longas entre a autorização e a posse. Isso cria uma vantagem real para quem começa agora, porque a concorrência só tende a engrossar quando o edital é publicado. Em vez de esperar o documento para só então abrir os livros, o candidato estratégico usa esse intervalo para construir base sólida nas matérias que quase sempre aparecem.
Há ainda um segundo recado embutido na notícia: a ampliação do quadro de médico-legista mostra que a Polícia Técnico-Científica paulista está sendo reestruturada em várias frentes, o que pode indicar novas autorizações e chamadas nos próximos ciclos. Quem acompanha o órgão de perto tende a chegar primeiro.
Para organizar os estudos por cargo, acompanhar a evolução do edital e treinar com questões no ritmo certo, o Nota Máxima reúne trilhas e materiais pensados para quem quer transformar a autorização em aprovação.