A reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para mais quatro anos à frente do governo de São Paulo coloca a Segurança Pública no centro da agenda do próximo mandato. Ainda que o plano de governo entregue à Justiça Eleitoral não traga referência direta a concursos públicos, o documento prevê a continuidade da recomposição dos efetivos das forças de segurança, incluindo a Polícia Penal, além de investimentos em capacitação, treinamento e incentivos aos profissionais. Na prática, a política de pessoal já em curso sinaliza que novas seleções devem seguir aparecendo ao longo do novo ciclo estadual.

Para quem estuda, o cenário é de fila de editais já engatilhada: a Polícia Científica tem 397 vagas de nível médio autorizadas desde maio de 2026, e a Polícia Militar soma 4.200 oportunidades aprovadas pelo governo. Não há data fechada para publicação dos editais, mas o desenho conhecido indica provas ainda neste ano em alguns casos e seleções previstas para 2027. Ou seja, o candidato não está diante de uma promessa eleitoral vaga, e sim de uma estrutura de contratação com aval formal do Executivo paulista.

MÉTODO NOTA MÁXIMA

Você está estudando do jeito errado?

Pare de perder tempo com revisões que não funcionam. Use a neurociência a seu favor com nossos games e garanta sua posse.

O que estudar enquanto os editais não saem

Como as bancas responsáveis pelas seleções ainda não foram definidas nos dados disponíveis, o caminho mais seguro é montar uma base que serve a qualquer organizadora. Para os cargos de nível médio da Polícia Científica, o núcleo de preparação passa por língua portuguesa, matemática, informática básica e noções de direito aplicadas à atividade pericial, com atenção especial a temas de medicina legal e criminalística, áreas diretamente ligadas ao dia a dia de necrotérios, necropsias e produção de imagens técnicas.

Já para soldado da PM SP, os blocos que costumam sustentar a nota envolvem língua portuguesa, raciocínio lógico e matemático, direitos humanos, direito constitucional, direito penal e processual penal, legislação institucional e temas de geografia, história e atualidades do estado. Duas etapas merecem começar agora, porque não se resolvem na véspera: a preparação física para o teste de aptidão e o levantamento da documentação exigida na fase de investigação social.

Detalhe que elimina candidato na largada

Os cargos de nível médio da Polícia Científica exigem Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo, na categoria B, além do diploma de nível médio. É o tipo de requisito que costuma ser lido com pressa e cobrado na matrícula, por isso vale conferir a situação da CNH antes mesmo de o edital sair.

Dados dos concursos da Segurança SP

Polícia Científica de São Paulo

A primeira autorização para provimento de vagas no órgão foi publicada em maio de 2026. A distribuição esperada é a seguinte:

  • atendente de necrotério policial: 84 vagas;
  • auxiliar de necropsia: 105 vagas;
  • desenhista técnico-pericial: 51 vagas;
  • fotógrafo técnico-pericial: 157 vagas.

Os salários iniciais ficam em R$ 4.725,36 para atendente de necrotério policial e R$ 5.803,06 para os demais cargos. Os valores já incluem o salário base somado à Gratificação pelo Regime Especial de Trabalho Policial (RETP). Além dos postos de nível médio, o órgão tem aval para 55 vagas de médico-legista, que serão preenchidas com os remanescentes do edital de 2023.

Polícia Militar de São Paulo

O governo paulista autorizou 4.200 vagas para a corporação, sendo 4 mil para soldado e 200 para oficial. A expectativa é de que as oportunidades de soldado sejam divididas em dois editais, com 2 mil vagas cada um. A previsão de abertura fica em 2027, com ingresso dos aprovados em 2028, e o mesmo calendário deve valer para o cargo de oficial.

O que já foi feito no mandato anterior

Entre 2023 e 2026, a Polícia Militar foi o destaque da Segurança Pública paulista e ofertou mais de 15 mil vagas no período. Só nos editais já publicados desde 2023 estão 200 vagas para oficial e 2.700 para soldado, entre outras seleções que reforçaram o efetivo da corporação.

Análise do Nota Máxima: por que esta notícia muda o seu calendário

A reeleição tem um efeito prático que vai além da manchete política: ela dá previsibilidade. Concursos de segurança pública dependem de decisão de governo, previsão orçamentária e estrutura de formação de turmas, e um novo mandato permite que esse encadeamento siga sem ruptura. Para quem pretende prestar PM SP ou Polícia Científica, isso significa que o tempo de preparação pode ser planejado em anos, e não em meses.

O ponto de atenção é o outro lado da mesma moeda. O plano de governo não menciona concursos de forma explícita, o que significa que autorizações podem ser redistribuídas, parceladas ou reprogramadas conforme a capacidade de formação de cada corporação. Por isso, acompanhar publicações oficiais e movimentações orçamentárias vale mais do que reagir ao anúncio do edital: quem começa a estudar com 12 a 18 meses de antecedência chega à prova com margem para ajustar o edital quando ele finalmente sair.

Há ainda um fator estratégico pouco comentado. A Polícia Científica abriu uma frente de vagas de nível médio em cargos com pouca concorrência relativa, como atendente de necrotério policial e desenhista técnico-pericial, funções que costumam ser ignoradas por quem só olha para as carreiras policiais clássicas. Para um candidato que quer entrar no serviço público estadual com salário acima de R$ 4,7 mil e progressão dentro da estrutura pericial, esse é um dos caminhos mais diretos disponíveis em São Paulo neste momento.

Se a sua meta é a Segurança Pública paulista, o próximo passo é organizar um plano de estudos por blocos, com revisão espaçada e simulados periódicos, e acompanhar as atualizações oficiais do novo mandato. Na plataforma do Nota Máxima, você encontra trilhas de estudo e questões comentadas justamente para transformar esse tempo de espera em vantagem competitiva.