As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) publicaram o edital do novo concurso público nesta terça-feira, 13 de outubro. A seleção é organizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e reúne oportunidades de nível médio, técnico e superior em uma das empresas públicas mais estratégicas do setor nuclear brasileiro.
Para quem está se preparando, o anúncio é um sinal claro de que a janela de oportunidades se abriu. O edital prevê exclusivamente a formação de cadastro de reserva, ou seja, não há vagas imediatas. Isso muda a estratégia: quem entende que o cadastro pode ser convocado ao longo da validade do concurso sai na frente, enquanto quem espera por vagas imediatas corre o risco de perder o prazo de inscrição, que se encerra em novembro.
Dados do concurso INB
A oferta é para formação de cadastro de reserva em cargos dos níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais de até R$ 8,3 mil. A lotação dos aprovados será em unidades da empresa nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, nas cidades de Resende (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Caldas (MG) e Caetité (BA). A distribuição das oportunidades varia conforme o cargo escolhido.
Confira a relação de cargos previstos no edital:
Nível médio: Assistente Administrativo; Inspetor de Guarda; Desenhista Projetista; e Operador de Processos.
Nível técnico: Técnico em Agrimensura; Técnico em Automação; Técnico em Edificações; Técnico em Eletromecânica; Técnico em Eletrônica; Técnico em Eletrotécnica; Técnico em Enfermagem do Trabalho; Técnico em Ferramentaria; Técnico em Geologia; Técnico em Instrumentação; Técnico em Logística; Técnico em Mecânica; Técnico em Mecânica de Precisão; Técnico em Meio Ambiente; Técnico em Metalurgia; Técnico em Metrologia; Técnico em Mineração; Técnico em Química; Técnico em Radioproteção; e Técnico em Segurança do Trabalho.
Nível superior: Administrador; Advogado; Analista de Comércio Exterior; Analista de Comunicação; Analista de Sistemas; Arquivologista; Assistente Social; Auditor; Biólogo; Contador; Economista; Enfermeiro do Trabalho; Engenheiro Agrônomo/Florestal; Engenheiro Ambiental; Engenheiro Civil; Engenheiro de Controle e Automação; Engenheiro de Minas; Engenheiro de Produção; Engenheiro de Segurança do Trabalho; Engenheiro Eletricista; Engenheiro Eletrônico; Engenheiro Geotécnico; Engenheiro Mecânico; Engenheiro Metalurgista; Engenheiro Nuclear; Engenheiro Químico; Físico; Geólogo; Médico do Trabalho; Psicólogo; e Químico.
O edital também prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência e cotas étnico-raciais.
Requisitos, inscrições e provas
Os requisitos variam conforme a função. Para Assistente Administrativo, é exigido ensino médio completo. Já o cargo de Desenhista Projetista requer ensino médio, curso de qualificação profissional na área com carga horária mínima de 400 horas e curso específico previsto no edital. Por isso, antes de se inscrever, vale conferir com atenção a exigência do cargo pretendido para não ser eliminado na etapa de documentação.
As inscrições ficam abertas até novembro, e as provas objetivas estão previstas para janeiro de 2027. O edital define ainda nota mínima para aprovação e, para o cargo de Inspetor de Guarda, prevê a aplicação de teste físico.
A análise do Nota Máxima: o que essa notícia muda na prática
O primeiro ponto que o candidato precisa internalizar é que cadastro de reserva não significa oportunidade menor. Significa que a convocação depende da necessidade da empresa ao longo da validade do concurso, o que costuma premiar quem estuda com consistência e antecipação. Em concursos com esse perfil, a diferença raramente está em quem começa a estudar, mas em quem mantém o ritmo depois que o edital deixa de ser novidade.
O segundo ponto é a banca. A FGV tem um estilo próprio de cobrança, com enunciados longos e alternativas que exigem leitura atenta. Quem treina esse formato desde já chega à prova de janeiro de 2027 com uma vantagem real de tempo e precisão.
O que estudar e como se organizar
Como o concurso abrange áreas muito diferentes, de Engenharia Nuclear a Segurança do Trabalho, a preparação deve começar pela leitura do conteúdo programático específico do seu cargo. Use a lista acima para definir o foco e organize o estudo em três blocos: as disciplinas básicas que costumam ter peso relevante na primeira fase, os conhecimentos específicos da sua área e a prática de questões no estilo da banca.
Uma rotina que funciona bem nesse tipo de seleção combina teoria, resolução de provas anteriores e revisão periódica. Concentre energia nas matérias em que você tem mais dificuldade, mas não abandone as básicas: em concursos muito disputados, é nelas que se ganham e se perdem pontos preciosos.
Se você quer transformar essa janela de oportunidade em aprovação, o Nota Máxima reúne trilhas de estudo, questões comentadas e planos de revisão pensados para quem precisa estudar com método e constância até a prova. Comece hoje: o tempo entre a publicação do edital e as provas de janeiro passa mais rápido do que parece.