O concurso do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ PB) saiu da fase de espera. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi oficialmente contratada como banca organizadora, e o extrato de contratação foi publicado no Diário Oficial do próprio órgão na segunda-feira, dia 5 de outubro. Com o contrato assinado, não há mais impedimento legal para que o edital seja divulgado, e a expectativa é de que a publicação ocorra em breve.
Para quem estuda para a área de Apoio do Judiciário paraibano, o recado é direto: a preparação precisa entrar em ritmo de reta final. O documento que embasa a contratação já detalha o desenho da seleção, os cargos e as etapas de avaliação, o que permite montar um plano de estudos bem direcionado mesmo antes do edital.
Quantas vagas e quais cargos?
O termo de referência aponta 50 oportunidades para cargos de nível superior. A distribuição é a seguinte:
- Analista Judiciário, área de Direito: 25 vagas
- Analista de TI, Desenvolvimento de Sistemas: 10 vagas
- Analista Judiciário, área de Contabilidade: 5 vagas
- Analista de TI, Inteligência Artificial: 3 vagas
- Analista de TI, Gestão de Governança de TI: 2 vagas
- Analista de TI, Segurança da Informação: 2 vagas
- Analista de TI, Banco de Dados: 1 vaga
- Analista de TI, Infraestrutura de TI: 1 vaga
- Analista de TI, Ciência e Análise de Dados: 1 vaga
Todos os cargos exigem formação de nível superior. Alguns podem pedir, ainda, registro no órgão de classe, como é o caso de Contabilidade.
Quanto ganha um analista do TJ PB
De acordo com dados divulgados pelo próprio Tribunal de Justiça da Paraíba, o vencimento básico inicial de analista é de R$ 7.244,79. No topo da carreira, o valor pode chegar a R$ 14.080,45. O servidor ainda faz jus ao adicional de incentivo à qualificação, de 15%, 25% ou 30%, conforme o grau de formação apresentado.
Como será a seleção
São duas fases, ambas eliminatórias e classificatórias: prova objetiva e prova discursiva. Serão classificados para a correção da discursiva 850 candidatos aprovados na objetiva, respeitando os empatados na última posição. O corte por cargo funciona assim:
- Analista Judiciário, Direito: até a 300ª posição
- Analista de TI, Desenvolvimento de Sistemas: até a 100ª posição
- Analista de TI, Inteligência Artificial: até a 100ª posição
- Analista de TI, Infraestrutura de TI: até a 100ª posição
- Analista de TI, Banco de Dados: até a 50ª posição
- Analista de TI, Gestão de Governança de TI: até a 50ª posição
- Analista de TI, Segurança da Informação: até a 50ª posição
- Analista de TI, Ciência e Análise de Dados: até a 50ª posição
- Analista Judiciário, Contabilidade: até a 50ª posição
Isenção e prazo de inscrição
Conforme a proposta da banca, o período de inscrições ficará aberto por, no mínimo, 30 dias. Terão direito à isenção da taxa os candidatos que se enquadrarem em pelo menos uma destas condições: doadores de sangue em rede hospitalar pública ou conveniada ao SUS no estado da Paraíba; cidadãos que atuaram como jurados do Tribunal do Júri na Paraíba; e mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Não há, até o momento, indicação de outras hipóteses de isenção.
O que muda na prática para quem estuda
A contratação da banca encurta o caminho até a prova. Em seleções organizadas pela FGV, o intervalo entre a publicação do edital e a aplicação das provas costuma ser curto, o que reduz a margem para começar do zero depois do lançamento. Quem já tem o edital verticalizado e as matérias de base em andamento sai na frente.
Vale destacar o peso do cargo de Direito, que concentra metade das vagas e o maior volume de candidatos classificados para a discursiva. É a área mais concorrida e, provavelmente, a que vai exigir pontuação mais alta na objetiva para garantir vaga dentro do corte.
Por onde começar a estudar
Para os cargos de Analista Judiciário, a base costuma repetir os blocos clássicos do Judiciário: Português, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil e Processual Civil (na área de Direito), Legislação e conhecimentos específicos. Já nas áreas de TI, o foco recai sobre as disciplinas técnicas de cada especialidade, como desenvolvimento, banco de dados, infraestrutura, segurança, governança, inteligência artificial e análise de dados.
A recomendação é adiantar as matérias de maior incidência, treinar a parte discursiva desde já e acompanhar editais anteriores do TJ PB para captar o estilo da banca. Também vale revisar as regras de isenção, já que alguns grupos têm direito à gratuidade na inscrição.
A preparação para o concurso TJ PB exige organização e constância. Na Nota Máxima, você encontra trilhas de estudo, questões comentadas e simulados para chegar pronto no dia da prova. Aproveite o tempo até o edital e transforme a espera em vantagem competitiva.